Assisti uma palestra do Tiago Mattos, um futurista, sobre a importância de imaginar o futuro para definir as ações do presente. Ele apresentou um conceito que achei bem interessante, de repositório de futuros.
Costumamos olhar muito para o passado e usar esta referência para definir nossas ações. Ele propõe algo diferente: olhar para o futuro. Como imaginamos o mundo? Quais as possibilidades? Quais futuros conseguimos enxergar?
O núcleo de sua apresentação são as 3 leis do futuro, uma criação autoral dele:
- O futuro uma vez imaginado, não pode ser “desimaginado” ;
- Uma vez imaginado, ele automaticamente muda o seu presente;
- Portanto, quanto mais você imagina, mais você se corrige no tempo.
Por isso a importância de ter um repositório de futuros. Juntando as 3 leis, temos que imaginar bastante para agir de forma efetiva no presente e poder construir um legado no que fazemos.
Um dos grandes problemas das organizações é olhar apenas para o passado. As próprias lideranças cometem este erro, confiando em experiências do passado para tomar suas decisões do presente. Não há nada de errado em aprender com erros e acerto, mas precisamos ter em mente que não podemos nos guiar apenas pelo que deu certo, geralmente em outro contexto.
Lembrei do conceito de causa final de Aristóteles. Para o grego, haviam 4 causas para qualquer ação humana: material, formal, eficiente e final. Ele explicava que a última, a final, era a primeira de todas pois direcionava todo o esforço. Agimos porque queremos algum fim, algum resultado por mais impreciso que ele seja. É a causa final que nos orienta para a ação.
